setembro 6, 2010

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Saco de risadas, artigo de Américo Canhoto

admin

Dr. Américo Canhoto

[EcoDebate] Hoje em dia é preciso cuidado para não se contaminar pelas personalidades estilo baixo astral: pessimista crônico; a vítima; coitadinho de eu; pessimista agressivo. Dentre elas, a personalidade estilo distimia ou tristeza crônica contagia fácil – fácil; se você entrar na freqüência energética dela.

Se você anda de mal com a vida; é preciso cuidado para não tornar essa forma de ver as ocorrências da existência uma constante – isso, vira doença; se já não virou.

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setembro 6, 2010

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A ‘rês-pública’ – A vaca das divinas tetas, artigo de Júlio Wandam

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"Ideologia, eu quero uma para viver" - Cazuza

[EcoDebate] O Político, Filósofo e Estadista Marcus Tullius, em 55 antes de Cristo, nos ensinou em suas sábias palavras, que o Orçamento Nacional, assim como as contas públicas deveriam ser equilibradas e reduzidas, mas que também a arrogância das autoridades deveria ser moderada e controlada. Dizendo-nos que os pagamentos a Governos deveriam ser reduzidos, ‘se a nação não quiser ir à falência’.

Para ele, as pessoas deveriam aprender a trabalhar, em vez de viver pela conta pública. Naquela época, já era praxis a ‘boquinha’, a velha ‘teta pública’.

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setembro 6, 2010

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MPF/MG pede a manutenção da prisão de incendiários do Parque Nacional do Itatiaia

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Fogo consumiu quase 3% da área total do Parque Nacional do Itatiaia. Foto: PrevFogo/ Ibama-PNI / Webventure
Fogo consumiu quase 3% da área total do Parque Nacional do Itatiaia. Foto: PrevFogo/ Ibama-PNI / Webventure

Eles foram presos em flagrante quando ateavam fogo à mata

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) requereu a manutenção da prisão dos dois agricultores incendiários do Parque Nacional do Itatiaia.

O Parque Nacional do Itatiaia fica entre os Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Ocupando uma área de mais de 30 mil hectares, o parque também é utilizado para escaladas e trilhas pela Mata Atlântica e possui rios, lagos e cachoeiras.

No último mês de agosto, a unidade de conservação foi devastada pelo fogo. No final, o tamanho do estrago provocado pelas chamas alcançou 500 hectares, o equivalente a 500 campos de futebol.

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setembro 6, 2010

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SC: Pesquisadores revelam uso inapropriado do conhecimento científico em Estudos de Impacto Ambiental no litoral

Alerta para problema ambiental em Santa Catarina – A necessidade de investimentos e re-estruturação do setor portuário brasileiro é um discurso político eminente entre os candidatos à presidência da República. De fato, as notícias e sensações que circulam é que o Brasil emergente está crescendo e buscando aumentar a sua liderança no cenário econômico e geopolítico mundial.

Não somente a descoberta e previsão de exploração das reservas de óleo do Pré-Sal estimulam os investimentos no setor, mas muitos outros commodities como os biocombustíveis e produtos da agricultura extensiva, parecem não encontrar o espaço e estrutura necessária na complicada agenda dos principais portos brasileiros.

Nos últimos dois anos, inúmeros projetos foram submetidos ao processo de licenciamento ambiental em Santa Catarina. Dentre eles, especial destaque a pelo menos dois empreendimentos que estão trazendo à tona temas e discussões ao mesmo tempo importantes e preocupantes: o Porto ‘Terminal Marítimo Mar Azul’ na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul e o ‘OSX Estaleiro’, em Biguaçu – grande Florianópolis.

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setembro 6, 2010

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Terras do Pontal do Paranapanema devem servir para assentamento de famílias, diz Incra

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de transferir para o estado de São Paulo a posse de terras no Pontal do Paranapanema agradou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que espera entendimento com o Instituto de Terras de São Paulo para assentamento de famílias não detentoras de terras.

De acordo com a procuradora-chefe do Incra, Gilda Diniz, historicamente acordos com os institutos locais tem dado certo.

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setembro 6, 2010

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O direito humano à água

direito à água

No dia 28 de julho, a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou “o direito à água potável, limpa e segura, e ao saneamento como um direito humano que é essencial para o pleno gozo da vida e de todos os direitos humanos.” (1)

Isso veio de surpresa; não por a resolução ter sido adotada, mas porque significa que até agora o acesso à água doce, limpa e segura, NÃO tinha sido reconhecido como um dos mais básicos direitos de cada ser humano!

Dito o anterior, é claro que nós damos as boas vindas a essa declaração, que consideramos um marco para abordar os problemas que atualmente enfrentam quase 900 milhões de pessoas no mundo todo, que não têm acesso à água limpa – e muitas mais que poderiam enfrentar o mesmo destino no futuro próximo.

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setembro 6, 2010

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Campo Verde e Lucas do Rio Verde, MT: Agrotóxicos em amostras de ar, água da chuva, sangue e urina

Pulverização aérea. Foto no Portal do São Francisco.
Pulverização aérea. Foto no Portal do São Francisco.

Esta semana o jornal Folha de S. Paulo divulgou resultados de uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), que mediu efeitos do uso de agrotóxicos em Campo Verde e Lucas do Rio Verde (médio-norte de Mato Grosso), dois dos principais municípios produtores de grãos do estado.

Os pesquisadores encontraram resíduos de agrotóxicos no sangue e na urina de moradores, em poços artesianos e amostras de ar e de água da chuva coletadas em escolas públicas.

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setembro 6, 2010

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Áreas protegidas da Amazônia são responsáveis pela redução do desmatamento

Áreas protegidas da Amazônia são responsáveis pela redução do desmatamento

O Brasil está próximo de atingir 1,25 milhão de quilômetros quadrados protegidos na Amazônia, área que representa 27% do território ocupado pelo bioma. Pesquisas recentes têm demonstrado que as áreas protegidas são imprescindíveis para barrar o aquecimento global. O estudo Papel das áreas protegidas da Amazônia brasileira na mitigação das mudanças climáticas, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), no primeiro semestre, comprovou a eficácia dessas áreas na redução de emissão de gás carbônico.

Segundo o líder do estudo, Britaldo Soares Filho, coordenador do programa de pós-graduação em modelagem de sistemas ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os trechos protegidos foram responsáveis por 37% da redução, entre 2004 e 2006, de um dos principais vilões para o aumento da temperatura no globo: o desmatamento. A projeção feita pelo trabalho é de que a proteção de novas áreas poderá evitar a emissão de 8 bilhões de toneladas de carbono até 2050. Reportagem de Márcia Maria Cruz, no Correio Braziliense.

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setembro 6, 2010

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Potencial da energia eólica no Brasil

eólica

[O Estado de S.Paulo] Energia alternativa – Para não correr o risco de racionamento de energia em períodos de seca, quando baixa muito o nível dos reservatórios das hidrelétricas, prevalecia até há pouco tempo a tendência de favorecer a construção de usinas termoelétricas, movidas a óleo combustível ou a gás natural. Há anos em vigor, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) atuava mais no âmbito da Eletrobrás, mas o cenário começou a mudar em dezembro do ano passado, com a realização do primeiro leilão de fontes renováveis.

No segundo leilão desse tipo, em 26 de agosto, quando foram negociados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 2.892,2 megawatts (MW) de capacidade, os resultados foram surpreendentes até mesmo para os técnicos e empresários. Foram contratados na ocasião 50 parques eólicos, que ficaram com 70% do total ofertado, a um preço médio de R$ 130,86 por megawatt/hora (MWh), abaixo do preço das termoelétricas a gás natural (R$ 140 por MWh). Como disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, foi quebrada uma série de paradigmas, uma vez que a energia eólica mostrou ser competitiva mesmo em relação à produzida por biomassa (R$ 144,20 o MWh) e por pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93 o MWh).

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setembro 6, 2010

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Escola em Bali, Indonésia, ensina a consumir sem poluir nem desperdiçar

cuidado ambiental

Na escola, alunos com idade entre 3 e 14 anos são conscientizados sobre a proteção do planeta

Percorrendo o campus da Green School, uma escola internacional situada em Sibang Kaja na ilha de Bali, na Indonésia, tem-se a impressão de se estar em um reduto de náufragos. No meio de uma natureza exuberante, as construções são feitas de bambu, tijolo e argila, os caminhos são marcados por pedrinhas, os móveis são esculpidos em madeira e velas de barcos fazem as vezes de janelas nas salas de aula. Também há arrozais, algumas colmeias, búfalos atrás de plantações de mandioca ou ainda de tomates, pepinos, palmeiras açucareiras e cacaueiros.

Nesse estabelecimento escolar ecológico, você é recebido com um copo de água fresca, tirada diretamente do poço. “Não queremos ser dependentes de nada”, conta John Hardy, um ex-joalheiro canadense, fundador dessa escola-piloto inaugurada no segundo semestre de 2008. “Bebemos nossa água, servimos nossas colheitas na cantina, produzimos nossa eletricidade e construímos segundo os princípios do desenvolvimento sustentável”. Reportagem de Arnaud Guiguitant, em Bali (Indonésia), para Le Monde.

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setembro 3, 2010

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Vítimas do Césio 137:A luta dos radioacidentados

Odesson Alves Ferreira
Foto: Odesson Alves Ferreira

[EcoDebate] No dia 13 de setembro de 1987, 23 anos atrás, aconteceu um dos maiores acidentes radioativos do mundo, no centro do Brasil, em Goiania. Um velho aparelho de radioterapia com 19 gramas de um elemento altamente radioativo dentro, o Césio 137, virou uma “bomba” atômica – por causa da ignorância dos responsáveis e da falta de educação sobre os riscos da radioatividade em geral.

Até hoje, a maioria das vítimas deste “Chernobyl do Brasil” ainda não foi indenizada nem reconhecida pelas autoridades. Este acidente é uma demonstração clara da importância de informação e educação do povo e de todos os funcionários de hospitais, militares e trabalhadores da construção civil sobre energia nuclear e sobre os grandes riscos da radioatividade. Veja a entrevista de Odesson Alves Ferreira, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137 (AVCésio), realizada por Márcia Gomes de Oliveira e Norbert Suchanek, para o Portal EcoDebate.:

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setembro 3, 2010

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O acabado e o inacabado no Baixo Parnaíba Maranhense, artigo de Mayron Régis

[EcoDebate] Não há um único jeito de deter o agronegócio. Tira-se essa conclusão a partir dos vários embates que a sociedade civil organizada e as comunidades tradicionais do Baixo Parnaiba maranhense protagonizaram entre o mês de julho de 2009 e o mês de julho de 2010. Ao mesmo tempo em que essa conclusão oferece várias possibilidades de crescimento para as organizações que participam do Programa Territórios Livres do Baixo Parnaiba em suas lutas ela também permite que se reavalie o caminho percorrido.

O Fórum Carajás executa vários pequenos projetos nos municípios de Mata Roma, Urbano Santos e Santa Quitéria. Os projetos são executados em parceria com a Aprema, a Associação do povoado de São Raimundo e a Associação de Parteiras de Urbano Santos e o CEDEPROC. Os projetos em questão se enquadram dentro de um dos programas do Fórum Carajás: A expansão da Fronteira agrícola. Desde 2007, a entidade recolhe dados sobre os impactos das monoculturas nas áreas de Cerrado e de transição com outros biomas. Fugindo muito da imagem de um bioma pobre, as informações obtidas revelam uma biodiversidade ainda desconhecida para a maior parte da sociedade.

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setembro 3, 2010

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A Sociedade, a Economia e a Floresta, artigo de Cristiano Cardoso Gomes

[EcoDebate] A estabilidade econômica e as oportunidades comerciais têm ampliado o crescimento do país, o PIB tem crescido a dígitos cada vez maiores. As projeções e cenários e que haja um crescimento da economia de 6,7% ao ano (IBGE 2010). Crescendo a esse ritmo em duas décadas dobraremos nosso PIB.

Por outro lado, a volutabilidade do país tem diminuído com a redução da divida externa, contudo, não se pode dizer que os acontecimentos econômicos externos não podem influenciar na nossa economia, haja vista que a exportação tem sido um dos canais de escoamento da produção.

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setembro 3, 2010

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Marketing Social, artigo de Alexandre Passos

[EcoDebate] É um conceito que pode ser aplicado quando “[...] Uma empresa desenvolve ou implementa uma campanha de mudança de comportamento visando melhorar a saúde, segurança, ambiente e o bem estar da sociedade” (KOTLER; LEE, 2005, p.114). Essa ação está relacionada com o Marketing tradicional, porém ela se apropria de novas características como a preocupação social.

De acordo com Zenone (2006), o termo é caracterizado quando uma empresa utiliza ações sociais juntamente com as de Marketing a fim de realizar benefícios para a sociedade e não de criar vínculos com a marca ou vender mais, como fazem grande parte das empresas.

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setembro 3, 2010

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Modificações do Código Florestal para benefício dos latifundiários, artigo de Luiz Zarref

Apesar da grande campanha ideológica das elites brasileiras em busca de apresentar o agronegócio como uma agricultura moderna, as contradições deste modelo de produção agrícola são difíceis de esconder. Em pleno século XXI seu modelo produtivo continua igual à época da invasão portuguesa, baseado no latifúndio, em sua maioria fruto de grilagem e expulsão de quilombolas, indígenas e camponeses; no trabalho escravo ou extremamente degradante; na devastação das florestas e do solo, na utilização desenfreada de agrotóxicos (o Brasil se tornou há dois anos o maior consumidor de agrotóxicos do mundo); e no acesso a gigantescos créditos governamentais, sempre seguido de calote das dívidas.

Esse modelo produtivo é, portanto, adversário e totalmente incompatível com a justiça social e com a sustentabilidade ambiental. Por isso, os representantes da elite agrária brasileira buscam, de todas as formas, destruir tudo e todos que impeçam sua acumulação desenfreada de capital. É por isso que, desde 2009, a bancada ruralista (deputados e senadores latifundiários que estão no congresso nacional) elegeu como uma de suas prioridades acabar com a legislação ambiental brasileira, tendo como primeiro alvo o Código Florestal Brasileiro.

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setembro 3, 2010

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No sertão baiano, deputada verde alemã ouve o desespero dos que vivem em torno da mina de urânio de Caetité

Terminou a viagem de uma semana de Ute Koczy, deputada federal pelo Partido Verde da Alemanha, ao Brasil, organizada pela Fundação Heinrich Böll. Sem poder visitar a mina de urânio de Caetité, deputada encontra afetados, ambientalistas e políticos da região e do Estado e discute os perigos da mineração e as consequências políticas das aspirações brasileiras de fechar o circuito nuclear.

O fornecimento e controle da qualidade da água, o monitoramento da saúde da população local e a certificação de qualidade para os seus produtos agrícolas foram as principais demandas apresentadas à deputada federal alemã Ute Koczy na sua visita à zona rural dos municípios de Caetité e Lagoa Real, no sertão da Bahia. Dos onze poços de abastecimento que foram abertos pela empresa estatal federal Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), dona da mina de urânio no local, nove tiveram que ser lacrados devido aos altos índices de urânio encontrados na água. Estudos do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), do governo baiano, comprovaram que o lençol freático da região está contaminado a ponto de constituir risco para a saúde das famílias que vivem próximas da mina. E o que é pior, essa fonte primordial de água naquela região do semi-árido vem diminuindo desde que a INB deu início à extração de urânio em Caetité, em 2000. Como as autoridades não providenciaram carros-pipa, algumas famílias, desesperadas, reabriram os poços lacrados para obter água, mesmo sabendo do risco de contaminação que correm.

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setembro 3, 2010

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Florestas densas são mais resistentes a secas sazonais, entrevista com Paulo Brando, IPAM

Recente pesquisa realizada na Amazônia constatou que houve diminuição da precipitação durante a estação chuvosa, enquanto a disponibilidade de luz na estação seca aumentou, com importantes consequências para a ciclagem de carbono na região. De acordo com o estudo, que reuniu cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), da Universidade da Flórida (UF) e do Woods Hole Research Center (EUA), a capacidade das florestas da Amazônia de ciclar carbono durante períodos de estiagem foi maior onde a cobertura vegetal era mais densa.

Principal autor do trabalho, Paulo Brando, coordenador do projeto Savanização do IPAM, avalia que, devido ao processo de degradação florestal na Amazônia e as previsões de um clima mais seco em algumas partes da Bacia Amazônica, é necessário uma melhor integração de dados de campo e estudos de sensoriamento remoto para que se possa realmente entender como secas previstas num futuro próximo afetarão essas florestas.

[Leia a entrevista na íntegra]

setembro 3, 2010

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Tese mostra que reflorestamento com eucalipto altera formas de produção na América Latina e Caribe

GEO 3 América Latina e Caribe

Até que ponto o reflorestamento com espécies exóticas, que acontece principalmente na América Latina e no Caribe (ALC), é uma boa alternativa às mudanças climáticas? As respostas para a pergunta foram um dos objetos de estudo do pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Gabriel Schutz em sua tese de doutorado La insoportable levedad del papel: Conflicto socioambiental y salud en torno de la producción de celulosa en el Cono Sur latinoamericano, defendida no Programa de Saúde Pública da Escola, e que agora podem ser encontradas em mais uma publicação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o GEO 3 América Latina e Caribe. A publicação aponta que o florestamento com eucalipto vem modificando as formas tradicionais de produção rural e impactando a saúde e o ambiente na região.

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